Venezuela pede que ONU condene EUA e denuncia interesse no petróleo

# Ataque militar dos EUA à Venezuela resulta na captura de Nicolás Maduro

Na madrugada de 3 de janeiro, explosões atingiram Caracas e outras cidades venezuelanas em um ataque militar coordenado pelos Estados Unidos. O presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças especiais americanas e removidos do país em helicóptero até um navio da marinha norte-americana. O presidente Donald Trump confirmou a operação em uma publicação nas redes sociais, descrevendo-a como parte de uma ação contra o narcotráfico internacional, embora autoridades americanas tenham posteriormente indicado sob anonimato que o objetivo final era derrubar o governo Maduro.

As explosões começaram por volta das 2 horas da manhã, horário local, atingindo Caracas e também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O governo venezuelano acusou os Estados Unidos de bombardearem indiscriminadamente alvos civis e militares, incluindo um edifício de apartamentos na cidade costeira de Catia La Mar. Segundo relatos de residentes, os ataques deixaram casas gravemente danificadas, provocaram incêndios e cortes de energia em partes da cidade. As autoridades venezuelanas confirmaram pelo menos uma morte civil e vários feridos graves, enquanto outras fontes apontaram números substancialmente mais elevados de vítimas. Os Estados Unidos indicaram que suas forças sofreram apenas ferimentos ligeiros.

Imediatamente após os ataques, o governo da Venezuela declarou emergência e convocou forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização. Em um comunicado, Caracas acusou os Estados Unidos de tentar impor uma “guerra colonial” e forçar uma mudança de regime. O governo venezuelano afirmou que o objetivo da operação americana seria controlar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais. A Venezuela se reservou ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade.

Contatos diplomáticos entre Trump e Maduro ocorreram em novembro, porém terminaram sem avanços, já que o presidente venezuelano teria demonstrado resistência em deixar o poder. As negociações fracassadas precederam a decisão dos Estados Unidos de recorrer à ação militar direta.

A operação gerou reações internacionais contundentes. Rússia, China e Irã condenaram o ataque, classificando-o como uma agressão aos princípios de soberania internacional. No Brasil, um comunicado assinado por seis países, incluindo o governo brasileiro, condenou a ação militar. Venezuelanos marcharam pelas ruas de Caracas exigindo a libertação de Maduro e da primeira-dama.

Na segunda-feira 5 de janeiro, o embaixador da Venezuela Samuel Moncada compareceu a uma reunião de emergência no Conselho de Segurança das Nações Unidas para pedir uma condenação clara e inequívoca do ataque. Moncada denunciou a violação flagrante da Carta da ONU e do princípio de soberania dos Estados, argumentando que o sequestro de um chefe de Estado em exercício viola a imunidade presidencial, uma garantia institucional que protege a soberania. O diplomata alertou que permitir que tais atos fiquem sem resposta efetiva normalizaria a substituição do direito pela força e corroeria os fundamentos do sistema de segurança coletiva internacional. Moncada também enfatizou as motivações econômicas por trás da ofensiva, destacando o controle sobre a produção de petróleo como objetivo central dos Estados Unidos.

Após a captura de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência, assegurando a continuidade constitucional do país. O governo da Venezuela reafirmou sua crença na diplomacia e na convivência pacífica entre as nações, mesmo diante da gravidade da situação enfrentada.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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