O senador Efraim Filho (União Brasil), pré-candidato ao governo da Paraíba, destacou dois fatores que o separam do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), na corrida oposicionista para as eleições de 2026.
Em entrevista ao programa Correio Debate, da rádio 98FM Correio, nesta segunda-feira (5), Efraim apontou a dispensa de deixar o mandato no Senado como uma vantagem. Ele argumentou que Cícero precisa abandonar a prefeitura da capital em março, data limite para desincompatibilização, o que pode causar desgaste com o eleitorado local.
“Cícero precisa fazer um movimento que eu não preciso e isso gera um desgaste: ele tem que deixar a prefeitura de João Pessoa. Eu não preciso, eu estou na minha agenda, fui eleito para ser senador e posso me posicionar, mantendo as minhas atividades, exercendo meu papel no Senado Federal. Isso pesa na hora de fazer a escolha no final de março”, explicou o parlamentar.
Efraim citou um cenário hipotético em que Cícero lidera pesquisas por dez pontos agora, mas cai para três ou quatro até março. Nessa situação, entregar a chave da cidade, cargo para o qual foi eleito, representaria um peso político significativo.
O segundo diferencial mencionado foi o posicionamento ideológico. Efraim criticou o alinhamento de Cícero com figuras da esquerda, como o ex-ministro José Dirceu, com quem o prefeito posou em foto recente e declarou apoio a Lula.
“Cícero é alguém que já declarou voto a Lula e esteve abraçado com José Dirceu, recentemente. Eu nunca vi o pessoal do PT e da esquerda tirar foto com José Dirceu, por tudo que ele fez de ruim para o Brasil, e Cícero fez questão de publicar uma foto. Isso ajudou muito porque tinha muita gente da direita em João Pessoa confusa com o discurso de Cícero. Então, Cícero tomou o lado da esquerda. Vai ser o cara com a foto com o José Dirceu contra quem tem a agenda da direita. Então, eu acho que esses são os diferenciais, que eu espero que pesem a nosso favor na hora de chegarmos ao segundo turno”, completou o senador.
Tanto Efraim quanto Cícero integram o grupo de oposição ao governo estadual. O senador conta com apoio de setores da direita, incluindo o PL, enquanto Cícero filiou-se ao MDB, partido liderado na Paraíba pelo senador Veneziano Vital do Rêgo, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).