A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a Operação Expurgo, com o objetivo de desarticular a estrutura logística e financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC) no tráfico transnacional de drogas.[1][2] A ação policial se concentrou em cidades do interior de São Paulo, como Piracicaba, Limeira, Americana, Santa Bárbara d’Oeste e Botucatu, além da capital paulista e de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, fronteiriça com a Bolívia.[1][2][3]
Ao todo, foram expedidos pela Justiça Federal 12 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão.[1][2][3] Parte dos alvos já se encontrava presa por mandados preventivos, flagrantes ou condenações definitivas relacionadas ao tráfico de drogas.[1][2][3] Durante o cumprimento de um dos mandados, na residência do principal investigado, os agentes encontraram armas, uma quantia expressiva de dinheiro em espécie e aparelhos celulares escondidos em fundos falsos de móveis.[2]
As investigações tiveram início em janeiro de 2025, com uma prisão em flagrante em Limeira, no interior paulista, que resultou na detenção de 13 a 15 pessoas de nacionalidade boliviana, incluindo uma gestante e dois adolescentes com documentos falsos.[1][2][3] Na ocasião, foram apreendidos cerca de 17 quilos de cocaína, oriunda de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.[1][2][3] A droga estava acondicionada em cápsulas ingeridas pelos transportadores, conhecidos como “mulas”, que recebiam cerca de R$ 2 mil por viagem.[2] Alguns engoliram mais de 120 invólucros.[2]
O esquema funcionava da seguinte forma: os “mulas” viajavam de ônibus da Bolívia até São Paulo, onde eram levados para chácaras no interior do estado.[2][3] Lá, expeliam a cocaína, que era depois distribuída para pontos de venda controlados pela organização criminosa, inclusive atuando dentro e fora do sistema prisional.[2]
