O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, em Brasília, um pacote de iniciativas para a preservação dos biomas brasileiros e enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas. A cerimônia marcou a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.
Entre as medidas, Lula assinou decretos para criar novas unidades de conservação e ampliar áreas protegidas existentes. Também sancionou a Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga e um decreto que simplifica os repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, visando a prevenção e combate a incêndios florestais.
O presidente destacou que o Brasil está se preparando antecipadamente para enfrentar desastres climáticos, mencionando a possível severidade do fenômeno El Niño. Para Lula, o evento reforça a credibilidade do país no cuidado com a questão ambiental.
O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, produzido pelo MapBiomas, registrou que, em 2025, o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados, um feito inédito. Novas unidades de conservação, como o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará, foram criadas para ajudar a conter o desmatamento.
Além das novas unidades, foram ampliados os parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí, fortalecendo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou a queda no desmatamento em diferentes biomas, com reduções significativas na Amazônia, Cerrado e Pantanal.
Capobianco afirmou que, desde 2023, o Brasil retomou a governança ambiental, colocando a questão climática no centro das políticas públicas. Ele enfatizou a reconstrução das capacidades do Estado e a coordenação entre o Governo Federal, estados, municípios e a sociedade.
Durante o evento, foram anunciados investimentos de R$ 2 bilhões para o Ibama e o ICMBio. Além disso, foram assinados atos para o financiamento de R$ 834 milhões do Fundo Clima para projetos de restauração da vegetação nativa, administrados pelo BNDES.
A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou que o financiamento é um marco, com potencial para gerar R$ 3 bilhões, ao combinar recursos de empresas para a restauração das florestas. O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído em 1972 pela ONU durante a Conferência de Estocolmo.
