Saúde alerta para sintomas da dengue no período chuvoso e reforça importância do atendimento precoce

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) está em alerta devido ao aumento dos casos de dengue durante o período chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A SES recomenda que pessoas que apresentem sintomas da doença busquem atendimento médico imediato, evitando a automedicação para reduzir o risco de complicações. A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ao perceber os primeiros sinais, onde será realizada uma avaliação clínica e oferecidas orientações sobre hidratação e acompanhamento da evolução da doença.

Segundo a médica infectologista da SES, Júlia Chaves, as chuvas intensas levam ao acúmulo de água parada, criando condições ideais para a reprodução do mosquito transmissor. Além das ações governamentais, a participação da população é crucial para eliminar potenciais criadouros em residências. “A prevenção é um dever coletivo e requer ações simples, mas constantes”, destaca Chaves, enfatizando a importância de inspeções domiciliares para vedar caixas-d’água, limpar calhas e armazenar pneus e garrafas em locais cobertos.

Chaves também ressalta a importância de reconhecer rapidamente os sintomas da dengue, que incluem febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores articulares e no corpo, prostração, náuseas e manchas avermelhadas na pele. A identificação precoce é essencial para iniciar o tratamento adequado e evitar o agravamento da doença.

Nas UBSs, os pacientes recebem avaliação clínica e, se necessário, são encaminhados para outros serviços da rede de saúde. A busca precoce por atendimento também possibilita a notificação de casos suspeitos e a coleta de amostras para análise laboratorial, fortalecendo o monitoramento do vírus no estado. A automedicação deve ser evitada, especialmente o uso de medicamentos como ácido acetilsalicílico, corticoides e anti-inflamatórios, que podem aumentar o risco de hemorragias.

A SES alerta para sinais de alarme como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, dificuldade para respirar, tontura e fadiga intensa, que requerem atendimento médico imediato. Fernanda Vieira, chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES, reforça que a assistência médica desde a suspeita da doença beneficia tanto o paciente quanto o trabalho de vigilância em saúde.

Embora a Paraíba tenha registrado uma redução de 14,2% nos casos prováveis de dengue em relação ao mesmo período de 2025, algumas regiões, como Catolé do Rocha, Cuité e Princesa Isabel, apresentaram aumento nas notificações. Até a Semana Epidemiológica 25, foram contabilizados 3.861 casos prováveis de dengue, em comparação com 4.499 do ano anterior. Este monitoramento contínuo permite identificar mudanças no comportamento da doença e direcionar ações de vigilância, prevenção e assistência nos municípios.

A SES enfatiza que o combate ao Aedes aegypti depende da participação de todos, através da eliminação de recipientes que acumulem água parada e da busca por atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas, a fim de reduzir a transmissão da dengue e proteger a saúde da população.

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