Cerrado vence e força 3º jogo contra Sampaio por vaga na final da LBF


A definição do segundo finalista da edição 2026 da Liga de Basquete Feminino (LBF) ficou para o terceiro e último jogo do confronto entre Cerrado BRB e Sampaio Corrêa. 

Neste sábado (18), a equipe do Distrito Federal superou a Bolívia Querida – dona da melhor campanha geral da temporada – por 73 a 62, no Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.

As semifinais da LBF ocorrem em uma melhor de três partidas. Quem vencer duas, vai à final. O Sampaio tinha ganhado o primeiro jogo, no ginásio do Sesi, em Taguatinga (DF), no domingo (12), por 75 a 62, também com transmissão da TV Brasil.

Com o triunfo do Cerrado neste sábado, as equipes terão um terceiro jogo na segunda-feira (20), às 21h (horário de Brasília), outra vez em São Luís – o clube maranhense, pela melhor campanha, tem a vantagem de fazer a partida decisiva em casa. A emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) exibe o confronto ao vivo.

A armadora salvadorenha Hillary Argueta, com 23 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, foi a principal jogadora do Cerrado, eleita a melhor em quadra. Do lado do Sampaio, a ala Iza Sangalli se destacou, também anotando 23 pontos, com aproveitamento menor (46% a 53,5%) que a adversária.

Quem avançar, terá pela frente o Unimed Campinas, que venceu o Sesi Araraquara, atual tricampeão, na noite de sexta-feira (17), por 70 a 67, no ginásio do Tênis Clube da cidade. Como tinham ganhado o primeiro jogo, na casa do adversário, no sábado passado (11), por 79 a 77, as campineiras se garantiram na final sem precisar de um novo encontro.

O time de Campinas não chegava à decisão da LBF desde 2022, quando foi o vice, superado pelo Sampaio. A equipe foi campeã pela primeira e única vez em 2018, justamente em cima do rival maranhense, que acabaria dando o troco na edição seguinte.

A presença da LBF em sinal aberto pela TV Brasil ocorre em um momento de forte expansão econômica dos esportes femininos: estudo da Deloitte projeta que as modalidades femininas de elite movimentarão cerca de US$ 3 bilhões em 2026, com o basquete respondendo por mais de US$ 1 bilhão desse montante. Esse crescimento em patamar global tende a fortalecer ligas nacionais como a LBF na negociação de direitos de transmissão, ativação de patrocinadores regionais e valorização das atletas, sobretudo em mercados ainda em consolidação como o brasileiro.

Além do aspecto esportivo, a disputa entre Cerrado e Sampaio Corrêa se insere numa agenda mais ampla de fortalecimento do esporte feminino no Brasil, que se prepara para receber a Copa do Mundo Feminina de 2027, estimada para gerar impacto econômico próximo de R$ 9 bilhões. A visibilidade acumulada por competições como a LBF ajuda a criar base de público, estrutura de clubes e profissionais qualificados, elementos essenciais para que o país converta grandes eventos e transmissões recorrentes em empregos, incremento de PIB e novas oportunidades de investimento privado em basquete feminino.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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