Dólar sobe levemente com intervenção do Banco Central; bolsa avança

Em um dia marcado pela queda acentuada do petróleo e melhora no cenário externo, o dólar fechou em leve alta, impulsionado pela intervenção do Banco Central. A bolsa subiu pela segunda vez consecutiva, superando os 187 mil pontos.

O dólar comercial encerrou a quarta-feira vendido a R$ 4,921, com alta de R$ 0,009 (+0,17%). A cotação chegou a R$ 4,93 na máxima do dia, mas perdeu força à tarde com a melhora do apetite global por risco.

Apesar da queda do dólar em relação a outras moedas, o câmbio foi pressionado por fatores internos. Um deles foi a atuação do Banco Central, que vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, equivalentes a uma compra de dólares no mercado futuro.

A operação empurrou o dólar para cima. Segundo analistas, o BC aproveitou a cotação baixa da moeda estadunidense para fazer swaps reversos e reduzir o estoque de operações cambiais, composto majoritariamente por swaps cambiais tradicionais.

Outro fator foi a queda do petróleo, que afetou o desempenho recente do real. Nos últimos dias, a moeda brasileira vinha sendo beneficiada pela alta da commodity, importante para a balança comercial do país.

Mesmo com a alta no dia, o dólar ainda acumula uma queda de 0,63% na semana e um recuo de 10,34% no ano.

Na bolsa de valores, o Ibovespa registrou a segunda alta consecutiva, acompanhando o movimento positivo dos mercados internacionais. O principal índice da B3 fechou com avanço de 0,50%, aos 187.690 pontos, com volume financeiro de R$ 29,2 bilhões.

O desempenho foi puxado por ações de mineradoras e empresas de consumo, que se valorizaram. Em contrapartida, empresas do setor de petróleo recuaram, acompanhando a forte queda da commodity. As ações ordinárias da Petrobras caíram 3,77%, enquanto os papéis preferenciais recuaram 2,86%.

No exterior, as bolsas de Nova York tiveram ganhos superiores a 1%, com novos recordes no S&P 500 e no Nasdaq, reforçando o ambiente favorável a ativos de risco.

Os preços do petróleo despencaram cerca de 7% no mercado internacional, influenciando diretamente câmbio e bolsa. O barril do tipo Brent caiu 7,83%, a US$ 101,27, enquanto o WTI recuou 7,03%, a US$ 95,08.

A queda foi provocada por sinais de redução das tensões no Oriente Médio. O Irã indicou que o Estreito de Ormuz está aberto para navegação segura, enquanto o governo dos Estados Unidos mencionou avanços nas negociações com o país.

A diminuição do risco de interrupções no fornecimento global de petróleo reduziu o “prêmio de risco” da commodity, pressionando os preços para baixo. Mesmo com o recuo, o mercado continua atento ao conflito, que ainda pode gerar volatilidade nos preços de energia e impactos sobre a economia global.

Fonte: Agência Brasil

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