A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a inclusão de exames para diagnosticar trombofilia na lista de cobertura obrigatória dos planos de saúde no último dia 8 de maio. Essa medida amplia a investigação de condições relacionadas à trombose e perdas gestacionais, e a autorização entrou em vigor no dia 1º de julho.
A atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde agora garante a investigação através do exame anti-beta 2 glicoproteína, IgG e IgM, que realiza o diagnóstico da Síndrome Antifosfolipídica (SAF), uma doença autoimune associada à trombofilia adquirida.
A obrigatoriedade desse exame no Rol da ANS contribui para a detecção precoce de um problema sério e possibilita o acompanhamento terapêutico das gestantes, diminuindo o risco de mortalidade para mães e bebês.
Mesmo sem cura, o diagnóstico é fundamental para prevenir problemas de tromboembolismo venoso na gestação, que podem provocar eventos obstétricos adversos graves como aborto recorrente, pré-eclâmpsia precoce e restrição de crescimento intrauterino.
O exame terá cobertura obrigatória, conforme suas diretrizes de utilização, a partir de 1º de julho de 2026. Segundo o secretário do Procon-JP, Júnior Pires, a incorporação do exame no Rol da ANS proporciona mais segurança à gestante e ao bebê, evitando danos maiores durante a gestação e o parto.
O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS oferece tecnologias disponíveis aos beneficiários, incluindo terapias, exames, procedimentos e cirurgias, para doenças listadas na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS).