Homem é morto a tiros durante operação do ICE em Biddeford, Maine

Um homem cuja identidade não foi confirmada foi morto a tiros na manhã desta segunda-feira (13) na cidade de Biddeford, no Maine, Estados Unidos. Segundo autoridades locais, o homem foi baleado durante uma ação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

Em nota, a governadora democrata Janet Mills classificou o episódio como um ‘tiroteio fatal’. Ela informou que policiais e representantes de órgãos federais e estaduais se deslocaram imediatamente para o local e estão apurando a ocorrência.

O presidente da Câmara dos Representantes do Maine, o democrata Ryan Fecteau, afirmou nas redes sociais que o caso abalou toda a comunidade. ‘Estamos com o coração partido por alguém ter perdido a vida’, escreveu Fecteau, cobrando esclarecimentos das autoridades responsáveis pela operação.

Fecteau acrescentou que ‘merecemos respostas sobre por que a força letal foi usada e por que uma operação estava sendo realizada em nossas ruas’, destacando que os imigrantes são ‘particularmente afetados por essa violência’.

Segundo sites de notícias locais, o homem morto é um colombiano de cerca de 25 anos cujo veículo foi abordado por agentes de imigração.

O caso ocorre menos de uma semana após um agente do ICE matar, também a tiros, um motorista mexicano durante uma abordagem em Houston, no Texas. A morte da última terça-feira já havia reacendido protestos e críticas ao uso da violência estatal contra imigrantes.

A senadora republicana Susan Collins pediu uma investigação imparcial dos fatos. ‘O tiroteio exige uma investigação completa e imparcial do que aconteceu. Pelo que entendo, a polícia de Biddeford garantiu a segurança do local e o FBI está investigando’, escreveu a senadora.

Eleita por Biddeford, a deputada democrata Chellie Pingree afirmou estar ‘profundamente perturbada e indignada’. Ela se somou aos que cobram ‘uma investigação completa e independente’.

Pingree enfatizou que ‘ainda há muitas incógnitas, mas deixem-me ser clara: agentes federais de fiscalização de imigração não deveriam usar força letal contra ninguém em nossas comunidades — independentemente de seu status migratório ou das circunstâncias que cercam a atividade de fiscalização direcionada’.

Fonte: Agência Brasil

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