O Hospital do Servidor General Edson Ramalho realizou, pela primeira vez, um procedimento de trombólise sistêmica em um paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com embolia pulmonar. O tratamento foi executado com sucesso pela equipe da unidade, que faz parte da rede estadual de saúde, sob a gestão da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde).
De acordo com o médico Anderson Gleryston, a embolia pulmonar foi provocada por trombos que obstruíram os vasos pulmonares. A ineficácia nas trocas gasosas resultou em uma queda no nível de oxigênio do paciente, tornando a ventilação mecânica necessária.
“Realizamos a trombólise e rapidamente houve a dissolução dos trombos nos vasos pulmonares. O mecanismo resulta em melhora hemodinâmica rápida por redução da sobrecarga do ventrículo direito”, explica Anderson Gleryston.
O paciente permanece internado na UTI, após ter passado por uma cirurgia abdominal de alta complexidade. Segundo Anderson Gleryston, pacientes que ficam imóveis por longos períodos estão mais propensos a desenvolver trombos. “Mesmo com o uso de profilaxia, cirurgias abdominais são um fator de risco para a formação de trombos. A imobilidade é um dos fatores preponderantes”, acrescenta.
O médico destaca que o medicamento utilizado na trombólise sistêmica também é eficaz no tratamento de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo, além de tromboembolia pulmonar (TEP) maciça.
A trombólise sistêmica é um procedimento médico de emergência que utiliza medicamentos injetados na veia (como alteplase, tenecteplase ou estreptoquinase) para dissolver coágulos (trombos) que obstruem vasos sanguíneos. É o tratamento preferencial para salvar vidas em casos críticos como Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Embolia Pulmonar Maciça. O principal objetivo é restaurar rapidamente o fluxo sanguíneo para evitar danos irreversíveis aos tecidos, como o cérebro ou o coração.
Qualificação – O Hospital Edson Ramalho vem se destacando pela adoção de práticas assistenciais seguras e centradas no paciente. Neste mês, a unidade alcançou 81% de conformidade na Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente em hospitais com UTI, promovida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O hospital figurou entre os 20 hospitais paraibanos – entre públicos e privados – com melhor desempenho na avaliação.
