Inscrições para o Prêmio Brasil que Alimenta vão até 7 de agosto

As inscrições para o Prêmio Brasil que Alimenta, previstas para terminar nesta sexta-feira (31), foram prorrogadas até 7 de agosto. A iniciativa vai reconhecer ações sociais que contribuam para o combate à fome e segurança alimentar e nutricional e para garantia ao direito à alimentação.

Podem concorrer organizações populares de atuação territorial, da sociedade civil e de educação, ciência e conhecimento que atuam em todo o território nacional.

O projeto deve estar em pleno funcionamento há, pelo menos, três anos e funcionar conforme o Guia Alimentar para População Brasileira.

Serão premiadas 40 ações nas modalidades financeira e honorífica, sendo dividias em quatro categorias:

  1. Redes Comunitárias, Solidariedade e Proteção Social;
  2. Produção e Abastecimento – Agroecologia, Agricultura Familiar e Produção;
  3. Promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada e Fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional;
  4. Justiça Social e Equidade.

Em cada categoria, as primeiras cinco classificadas receberão de R$ 50 a R$ 20 mil, somando um total de R$ 700 mil em premiação financeira. As ações classificadas 6º e o 10º lugar serão reconhecidas com um certificado honorífico.

Inscrições

As organizações podem se inscrever em mais de uma categoria, mas só será premiada em uma delas.

Para se inscrever, é necessário acessar o Portal de Compras do Governo Federal, por meio de uma conta Gov.br, e ter cadastro no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf).

No processo de inscrição, também será necessário apresentar o formulário do Prêmio Brasil que Alimenta.

Para esclarecer dúvidas, os interessados em participar da premiação podem entrar em contato pelo telefone (61) 2030-3494 e pelo e-mail premio.mds.2026@mds.gov.br.

O Prêmio Brasil que Alimenta se insere em um cenário em que a insegurança alimentar segue crítica no país: dados da Rede Penssan indicam que, em 2022, cerca de 33 milhões de brasileiros viviam em situação de fome, enquanto mais de 125 milhões enfrentavam algum grau de insegurança alimentar, com maior concentração entre mulheres negras, famílias rurais e regiões Norte e Nordeste. Ao vincular os projetos ao Guia Alimentar para a População Brasileira e ao Sisan, o prêmio reforça a convergência entre respostas emergenciais à fome e diretrizes estruturantes de política pública, aspecto decisivo para transformar ações pontuais em estratégias permanentes de garantia de direitos.

Além da injeção direta de R$ 700 mil nas iniciativas selecionadas, o prêmio dialoga com um ecossistema mais amplo de reconhecimento e financiamento de ações de segurança alimentar, que inclui programas como o Pacto Contra a Fome 2026, voltado a projetos que enfrentam o desperdício de alimentos e distribui R$ 600 mil em apoio financeiro. Esse movimento sinaliza uma reconfiguração do papel da sociedade civil e de organizações comunitárias, que passam a ocupar posição estratégica na inovação de modelos de produção, distribuição e consumo de alimentos, com impacto socioeconômico concreto sobre cadeias locais de agricultura familiar, redes de proteção social e geração de trabalho em territórios vulneráveis.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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