O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a melhora do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, conforme pesquisa divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Em entrevista ao Jornal do Amazonas, Lula expressou orgulho pelo feito e vislumbrou um cenário promissor com a geração de empregos a partir de investimentos externos em energia limpa.
“A luta para melhorar a vida do povo não é fácil, uma vez que pobres nesse país sempre foram tratados como invisíveis. No meu governo, eles são visíveis. É por isso que eu estou feliz”, afirmou o presidente.
Calculado pelo PNUD, o IDH considera indicadores de renda, educação e expectativa de vida. Pela primeira vez, o Brasil entrou na categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”.
Em 2024, o país atingiu 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), comparado a 0,744 em 2012, em uma escala que classifica o desenvolvimento humano de 0 a 1.
Lula destacou que esses avanços podem ser ampliados, já que o Brasil possui vantagens competitivas na transição energética, substituindo fontes fósseis por energias limpas.
“O Brasil tem um potencial muito grande com eólica, com solar. O Brasil tem um potencial muito grande com o hidrogênio verde. Nós estamos começando agora essa nova matriz energética”, afirmou.
O presidente mencionou que a mudança na matriz energética representa uma “revolução” para o país, com potencial de impulsionar o crescimento econômico e criar novas oportunidades.
Ele observou que muitos países estão interessados em instalar data centers no Brasil devido ao consumo elevado de energia dessas infraestruturas.
“Se eles quiserem vir para cá, podem vir. Mas têm de saber que não vão utilizar a energia que a gente tem para o povo brasileiro apenas para fazer data center. Não podemos permitir que venham aqui ganhar dinheiro, deixando o Brasil sem ganhar nada”, argumentou.
O interesse estrangeiro, segundo Lula, inclui empresas chinesas, norte-americanas e indianas, com algumas já se instalando no Ceará.
“Vamos fazer com que o Brasil se transforme numa opção invejável para investimentos estrangeiros. Eu estou muito otimista”, concluiu.
