O Ministério da Cultura (MinC) manifestou solidariedade à família, aos amigos, colegas de profissão e admiradores da atriz Laura Cardoso, que morreu na madrugada desta terça-feira (18), aos 98 anos, em São Paulo.
“É com pesar que o Ministério da Cultura recebe a notícia da morte da atriz Laura Cardoso, na madrugada desta terça-feira (18), aos 98 anos. Um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, a artista construiu uma carreira de mais de oito décadas e fez parte da história do rádio, do teatro, do cinema e da televisão no país”, afirmou em nota.
O MinC destacou que na sua trajetória, Laura Cardoso acumulou mais de 100 trabalhos na televisão e participou de mais de 60 novelas. Lembrou ainda que participou de produções que marcaram diferentes gerações, como Mulheres de Areia, A Viagem, Felicidade, Terra Nostra, Chocolate com Pimenta, O Profeta, Caminho das Índias, Gabriela, Sol Nascente, O Outro Lado do Paraíso , até o seu último trabalho, na novela A Dona do Pedaço, em 2019.
A carreira no teatro e no cinema também foi destacada pelo ministério.
“Nas telas, participou de produções como Terra Estrangeira e Através da Janela. Por sua atuação nesse último, recebeu prêmios de melhor atriz nos festivais de Recife e Miami”, ressaltou.
O MinC lembrou ainda a contribuição de Laura Cardoso às artes e à cultura brasileira, que conforme a pasta, foi reconhecida ao longo da carreira com diversos prêmios e homenagens, entre eles o Troféu Mário Lago pelo conjunto da obra, prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Prêmio Shell.
“Em 2006, Laura Cardoso recebeu a Ordem do Mérito Cultural, reconhecimento concedido a personalidades e instituições por suas contribuições à cultura brasileira.
Com trajetória que atravessou diferentes momentos da história do rádio, da televisão, do teatro e do cinema no Brasil, Laura Cardoso deixa um legado fundamental para a dramaturgia e para a memória cultural do país”, completou na nota.
Para além das homenagens institucionais, a trajetória de Laura Cardoso ajuda a explicar a própria profissionalização do audiovisual brasileiro: ativa desde os anos 1940, ela atravessou a era do rádio, a TV em preto e branco, o boom das telenovelas e a expansão das produções seriadas, mantendo-se em atividade por mais de 80 anos. Nesse período, tornou-se recordista em participações em novelas, superando seis dezenas de títulos, o que a coloca como um dos raros casos em que a biografia de uma atriz se confunde com a linha do tempo da televisão no país.
O impacto de sua carreira também é relevante do ponto de vista socioeconômico e de gênero. Em um setor em que a participação feminina no emprego audiovisual caiu para menos de 40% em 2022 e em que atrizes acima de 50 anos frequentemente enfrentam apagamento, a permanência de Laura em papéis centrais até quase os 90 anos funciona como contraponto simbólico a essa exclusão. Sua visibilidade, somada
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
