O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou nesta sexta-feira o Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro. A nova estrutura visa fortalecer a integração entre a União, o estado do Rio e os municípios fluminenses no combate ao crime organizado.
De acordo com o ministro Wellington César Lima e Silva, a presença constante no estado é essencial, pois o Rio de Janeiro representa os desafios da segurança pública brasileira. Ele destacou que o estado foi palco de transformações significativas no crime organizado, com organizações criminosas desenvolvendo formas sofisticadas de controle territorial e infiltração econômica.
A inauguração faz parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que também instalou unidades semelhantes em São Paulo e Foz do Iguaçu. Além disso, São Paulo e Rio de Janeiro receberam sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou a importância do Coaf no programa, enfatizando a asfixia financeira das facções como um eixo principal. Ele mencionou ações para mapear e eliminar a infiltração econômica das organizações criminosas.
O Escritório Antifacção do Rio de Janeiro também permitirá que o governo federal ofereça mais apoio logístico às forças de segurança do estado, além de ajudar outros estados na luta contra organizações criminosas. O secretário destacou a importância de apoio estratégico e operacional em sinergia com os estados.
O Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, anunciou o reforço da segurança nos presídios do estado, com a doação de equipamentos e treinamento de policiais penais. Ele informou que 138 presídios foram selecionados para receber essas ações, incluindo as principais unidades do Rio.
Garcia acrescentou que, nesses presídios, estão quase 80% das lideranças criminosas do país, e o objetivo é monitorar, isolar e impedir suas atividades criminosas externas.
