Fotos: Julio Cezar Peres
A primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz, destacou nesta quarta-feira (10) que o enfrentamento da violência contra a mulher exige ações institucionais e uma transformação cultural baseada na educação, na informação e no compromisso coletivo da sociedade. A declaração foi feita durante sua participação no painel “Combatendo o Feminicídio com Trabalho em Rede”, realizado no Smart Cities Park 2026, no Centro de Convenções de Campina Grande.
Durante o debate, Camila Mariz abordou os desafios enfrentados pelas mulheres vítimas de violência e a importância do trabalho integrado entre Governo, sistema de Justiça, forças de segurança e sociedade civil para ampliar o acolhimento, a proteção e a prevenção.
A primeira-dama ressaltou que muitas mulheres ainda encontram obstáculos para buscar ajuda. “A violência contra a mulher pode ser rompida com informação, educação e rede de proteção de atendimento. Muitas vezes, quando a mulher sofre assédio ou importunação, ela sente vergonha e acaba silenciando e precisamos mudar esse padrão social. A Paraíba tem olhado para a mulher de forma integral para que ela não se veja sozinha diante das dificuldades. A violência doméstica é ainda mais complexa porque acontece dentro do lar e, por isso, exige um compromisso social de todos nós”, afirmou.
Camila Mariz também destacou os avanços alcançados pelo Governo da Paraíba no fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres, com ações que envolvem prevenção, acolhimento, assistência e proteção, buscando garantir mais segurança e autonomia para aquelas que enfrentam situações de violência.
Ela lembrou ainda que os resultados dessas iniciativas já começam a ser percebidos nos indicadores do estado. “Apesar dos desafios ainda serem muitos, a Paraíba tem avançado em política pública e resultados concretos com redução de feminicídios. O trabalho integrado da rede de proteção que inclui a segurança pública, a saúde, a assistência social, entre outros orgãos, aliado às ações de conscientização e ao fortalecimento das políticas públicas, tem contribuído para salvar vidas e oferecer mais apoio às mulheres paraibanas”, pontuou.
Nos primeiros quatro meses de 2026, a Paraíba registrou uma redução de 40% nos casos de feminicídio em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados do Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) que apontam redução nos registros de feminicídio e de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) contra mulheres indicam que o número de feminicídios passaram de 15 ocorrências no 1º quadrimestre de 2025 para nove casos em 2026 e no mesmo período, o CVLI de mulheres apresentou diminuição de 33 para 20 registros, indicando queda de 39%, reforçando os resultados das ações desenvolvidas pelo Governo do Estado no enfrentamento da violência contra a mulher e no fortalecimento da rede de proteção feminina.
Entre janeiro e maio de 2025, foram registrados 19 feminicídios na Paraíba. No mesmo período de 2026, de acordo com os dados do Nace, o número caiu para 12 casos, representando uma redução de 36,8%. O resultado significa que sete vidas de mulheres foram preservadas em comparação aos cinco primeiros meses do ano anterior.
