Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo


Estão abertas as inscrições para o edital do projeto Rede Memória Viva, que vai selecionar quatro territórios para integrar uma rede nacional voltada ao fortalecimento da memória e da cultura afro-brasileiras. As inscrições vão até o dia 03 de outubro.

Todas as informações do edital estão disponíveis no site oficial da iniciativa, bem como o link para a inscrição. Os territórios selecionados serão divulgados no dia 22 de outubro

O objetivo do projeto é identificar territórios que contribuem para a preservação da memória afro-brasileira e ajudá-los a obter mais reconhecimento e visibilidade, por meio do afroturismo. Esse termo designa o turismo feito em locais ligados à ancestralidade africana e à cultura negra.  

Os quatro territórios selecionados vão participar de um processo institucional com acesso a formações, desenvolvimento de projetos, e estratégias voltadas ao turismo de base comunitária, à economia da cultura e ao reforço de suas iniciativas locais.

Rede Memória Viva

O projeto integra as ações do Consórcio Viva Pequena África, formado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), pela Diáspora.Black e pela Feira Preta. 

A iniciativa também está fazendo um mapeamento nacional de experiências que preservam a herança africana no Brasil, incluindo quilombos, comunidades tradicionais, museus comunitários, centros culturais, organizações da sociedade civil e outros espaços. 

O mapeamento vai contribuir para ampliar a visibilidade de iniciativas que desempenham um papel essencial na preservação da história e da cultura afro-brasileiras.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire.

O edital da Rede Memória Viva dialoga com um movimento mais amplo de institucionalização da memória negra no país: em 2025, o governo federal divulgou um mapeamento de 100 lugares de memória negra e africana, com sinalização e ações educativas em todo o território nacional, sinalizando que a disputa pela narrativa histórica já entrou na agenda pública. Esse tipo de reconhecimento tende a ampliar a circulação de territórios antes invisibilizados e a criar condições mais sólidas para políticas de turismo cultural e educação patrimonial.

Há também um efeito econômico concreto nesse campo. A Rede de Acervos Afro-brasileiros já reúne 63 organizações em 16 estados, o que mostra que existe uma infraestrutura social em expansão para sustentar iniciativas de memória, pesquisa e visitação qualificada. Em paralelo, experiências apoiadas por financiamento privado e público, como projetos na Pequena África, vêm mobilizando milhões de reais e consolidando a memória afro-brasileira como ativo cultural, formativo e econômico, e não apenas como patrimônio simbólico.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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