Em sua oitava edição, o Rio2C se consolidou como um espaço fundamental para o debate sobre a dimensão econômica da cultura e sua importância para o desenvolvimento do país. O evento, que terminou no último domingo no Rio de Janeiro, registrou um balanço de 55 mil participantes.
Rafael Lazarini, idealizador do encontro, afirmou que o Rio2C vive um momento de maturidade institucional e reconhecimento da economia criativa como agenda estratégica. A edição de 2026 foi marcada pela internacionalização do evento e fortalecimento institucional, posicionando o Rio2C como um evento setorial de ponta.
Em entrevista à Agência Brasil, Lazarini destacou a transformação do Rio2C, que começou ligado ao audiovisual e hoje abrange diversos setores das indústrias criativas, como música, games, publicidade, moda, arquitetura e design. Ele ressaltou que a visão da cultura como indústria, antes vista com resistência, agora é reconhecida como geradora de emprego, renda e desenvolvimento.
O conceito de soft power também foi discutido no evento. Lazarini explicou que se trata da capacidade de um país influenciar globalmente por meio da cultura, arte e música. Ele destacou que o Brasil possui uma potência cultural enorme, mas que muitas vezes falta planejamento estratégico.
O tema deste ano, ‘Code of Meaning’, foi escolhido para provocar os criadores a refletirem sobre propósito em meio à avalanche de conteúdo, muito dele produzido por inteligência artificial. Lazarini enfatizou a necessidade de retornar ao pensamento criativo original e à troca humana.
O Rio de Janeiro tem um papel central nessa construção, com o Rio2C ajudando a reposicionar a cidade como capital cultural e criativa do Brasil. Lazarini destacou que, apesar de perdas políticas e econômicas ao longo do tempo, a vocação criativa do Rio permanece forte.
