RS tem alerta vermelho para inundação dos rios dos Sinos e Uruguai


O risco de inundação dos rios dos Sinos e Uruguai levou a Defesa Civil do Rio Grande do Sul a emitir alertas vermelhos para as cidades de São Leopoldo, Itaqui e Uruguaiana. O aviso “de risco muito alto” vale até as 9h desta quarta-feira (29).
 
A orientação é que os moradores busquem abrigo, compartilhem informações, obedeçam às orientações do Plano de Contingência de seu município e liguem para 190 ou 193 em caso de emergência. 

Além disso, o órgão atualizou para 30 o número de municípios afetados pelas tempestades e ventanias que atingem o estado desde domingo (25). As cidades de Rolante, Caxias do Sul e Santo Ângelo das Missões são as que registraram os ventos mais fortes (entre 80,5 km/h e 93,6 km/h).

Há 57 desalojados, sendo 30 em Não-Me-Toque, 22 em Cachoeira do Sul, quatro em Colorado, e um em Ernestina. 

Previsão do tempo

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu aviso vermelho para quase todo o estado, incluindo as cidades de Uruguaiana, Santa Maria, Porto Alegre, Bagé e Santa Cruz do Sul.

Há ainda aviso laranja de perigo para tempestades em praticamente todo o Rio Grande do Sul, com possibilidade de granizo e rajadas de vento de 60 km/h.

Saiba mais sobre a situação das chuvas no Rio Grande do Sul no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Os alertas vermelhos atuais se inserem em um quadro de recorrência inédita de desastres hidrometeorológicos no Rio Grande do Sul: após as enchentes históricas de 2024, estudos da Confederação Nacional de Municípios estimaram prejuízos superiores a R$ 30 bilhões no estado, com mais de 3 milhões de pessoas afetadas direta ou indiretamente. Essa repetição em intervalo tão curto tem pressionado orçamentos municipais e fundos de Defesa Civil, que foram concebidos para eventos esporádicos, não para uma sucessão de crises climáticas que se tornam quase anuais.

Além do impacto imediato sobre famílias desalojadas, a combinação de cheias nos rios dos Sinos e Uruguai atinge eixos estratégicos da economia gaúcha: polos industriais do Vale do Sinos e áreas de pecuária e agricultura na Fronteira Oeste concentram cadeias de calçados, grãos e proteína animal cuja interrupção se reflete no PIB nacional e na balança exportadora. A escalada de instabilidades climáticas na região Sul já levou o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas a projetar aumento de até 30

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

Leia mais