O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu nesta terça-feira (3) o sistema eletrônico de votação e disse que a urna representa um “patrimônio da democracia brasileira”.
As declarações do ministro foram proferidas durante a abertura da sessão do TSE que marcou a volta das sessões presenciais após o recesso de julho.
Nunes Marques conclamou os eleitores a participarem das atividades da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que contará com demonstrações sobre o uso da urna, palestras, exposições e ações de combate à desinformação contra o processo eleitoral.
“O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, de informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, a audibilidade e permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui patrimônio da democracia brasileira”, afirmou.
O presidente também reafirmou a transparência do sistema de votação.
“As portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral. Transparência não é apenas um compromisso desta instituição, é um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras”, completou.
Eleições
O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Ao qualificar a urna eletrônica como “patrimônio da democracia”, o TSE dialoga com um histórico de quase três décadas sem registros comprovados de fraude desde sua adoção nacional em 1996, período em que o Brasil passou a divulgar resultados oficiais em poucas horas, enquanto democracias consolidadas ainda levam dias para concluir apurações em voto em papel. Pesquisas recentes de opinião mostram que, apesar da polarização política, a confiança no sistema mantém maioria entre os eleitores, especialmente entre quem já participou de testes públicos e acompanhou auditorias independentes, um instrumento que vem sendo ampliado a cada ciclo eleitoral.
O fortalecimento da transparência também responde ao impacto econômico e social das eleições: o modelo eletrônico reduz significativamente custos logísticos com transporte, guarda e recontagem de milhões de cédulas físicas e diminui a margem de erro humano na apuração, ao mesmo tempo em que garante acessibilidade a pessoas com deficiência e a eleitorado com baixa escolaridade por meio de interfaces simplificadas e biometria. Em 2026, o TSE opera ainda sob novas regras de auditoria e rastreabilidade de software e mídias, alinhadas a padrões internacionais de segurança da informação, o que transforma a urna brasileira em referência para países que estudam migrar do voto em papel para sistemas digitalizados.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
