# Projeto Saúde em Nossas Mãos reduz 26% das infecções em UTIs públicas brasileiras
Criado para ajudar a reduzir as infecções relacionadas à assistência à saúde em unidades hospitalares públicas do Brasil, o projeto Saúde em Nossas Mãos tem atingido seu objetivo. Entre setembro de 2024 e outubro de 2025, o projeto reduziu em 26% essas infecções hospitalares em unidades de terapia intensiva (UTI) de adultos, crianças e neonatais. Com essa redução em infecções hospitalares, o Sistema Único de Saúde (SUS) teve uma economia de mais de R$ 150 milhões nesse período.[1][2]
O projeto Saúde em Nossas Mãos foi desenvolvido pelos hospitais Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital Albert Einstein, Hospital do Coração (Hcor), Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês, que participam do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.[1][2]
A proposta do projeto é atuar em UTIs brasileiras para reduzir casos de infecção primária de corrente sanguínea associada a cateter venoso central, pneumonia associada à ventilação mecânica e infecção do trato urinário associada a cateter vesical. Conforme explica Claudia Garcia, coordenadora geral do projeto, “O Saúde em Nossas Mãos é uma iniciativa que gera um movimento de aprendizagem, onde todos ensinam e todos aprendem e, o principal, aborda medidas de combate às três principais Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em UTIs. Estamos falando de infecções graves causadas por cateteres venoso central, ventilação mecânica e vesical, que aumentam morbidade, mortalidade e custos hospitalares e que podem ser evitadas com medidas eficazes de prevenção”.[4]
Estimativas apontam que as infecções relacionadas à assistência à saúde podem causar até 3,5 milhões de mortes a cada ano em todo o mundo. No Brasil, cada infecção dessa evitada poupa entre R$ 60 mil e R$ 110 mil aos cofres públicos.
Nos seis anos de execução anterior, o projeto salvou a vida de mais de 5 mil pacientes do SUS, ao evitar aproximadamente 13.670 infecções relacionadas à assistência à saúde em UTIs de 303 hospitais públicos, gerando uma economia de mais de R$ 718 milhões para o sistema de saúde.[1][6]
A meta do projeto é reduzir essas infecções hospitalares em 50% até o final de 2026.
