Dia Mundial da Hemofilia destaca importância do diagnóstico

No Dia Mundial da Hemofilia, celebrado nesta sexta-feira (17), a Federação Mundial da Hemofilia reforça a importância crucial do diagnóstico, considerado pela entidade como um passo essencial no tratamento e cuidado de pacientes. A federação estima que mais de três quartos das pessoas com hemofilia no mundo não tenham sido diagnosticadas, e que essa lacuna possa ser ainda mais significativa em outros distúrbios hemorrágicos.

O presidente da federação, Cesar Garrido, destacou que o diagnóstico preciso é fundamental para o tratamento de distúrbios hemorrágicos, mas muitas regiões enfrentam barreiras que atrasam ou impedem diagnósticos corretos, resultando em taxas inaceitavelmente baixas. Ele convocou a comunidade global a se unir para fortalecer as capacidades diagnósticas, enfatizando que sem diagnóstico não há tratamento e, consequentemente, progresso.

A hemofilia é definida pelo Ministério da Saúde como uma condição genética rara que afeta a coagulação do sangue devido à deficiência de fatores que ajudam a formar um ‘curativo natural’ do corpo. Pessoas com hemofilia sangram mais do que o normal devido à falta dessas proteínas essenciais para a coagulação. Existem dois tipos principais de hemofilia: A, com deficiência no Fator VIII, e B, com deficiência no Fator IX.

No Brasil, em 2024, foram registrados 14.202 casos de hemofilia, com a maioria sendo do tipo A. A Hemobrás, vinculada ao Ministério da Saúde, é responsável pela produção de medicamentos hemoderivados distribuídos pelo SUS. Em nota, a Hemobrás destacou a importância da produção nacional de medicamentos e o trabalho realizado na fábrica em Goiana, Pernambuco, que contribui para a soberania na produção de medicamentos essenciais como o Fator VIII.

Fonte: Agência Brasil

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