As fortes chuvas que atingem a Paraíba desde a sexta-feira (1º) levaram o governador do estado, Lucas Ribeiro, a decretar estado de calamidade pública. Técnicos da Defesa Civil Nacional começam a atuar na reconstrução das áreas afetadas a partir de hoje (3). Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, mais de 16 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, resultando em duas mortes.
Entre os afetados, 624 pessoas estão desalojadas e cerca de 703 estão desabrigadas. Uma força-tarefa foi mobilizada pelo governo do estado para auxiliar na resposta emergencial. Os maiores impactos concentram-se nos municípios de Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo.
No final da tarde de ontem (2), o governo do estado informou que está trabalhando para retomar o abastecimento de água, com operações emergenciais em curso na Grande João Pessoa. A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) informou que os sistemas Marés e Translitorânea permanecem funcionando, garantindo cerca de 50% do fornecimento para a região.
A previsão é que a operação da unidade afetada seja retomada até o fim deste domingo (3), com normalização gradual durante a segunda-feira (4). Enquanto isso, bairros da Capital estão sendo atendidos por meio de rodízio, entre eles Valentina, Manaíra, Jardim Oceania, Aeroclube e Bessa. No município de Conde, o abastecimento começou a ser restabelecido no início da noite.
O Corpo de Bombeiros informou que já realizou 390 atendimentos, com 171 ocorrências e 219 ações assistenciais. Também foram resgatadas 306 pessoas e mobilizados 746 militares, além de viaturas, embarcações e aeronaves em diversas cidades paraibanas. O monitoramento sanitário foi intensificado para prevenir doenças comuns após enchentes, como leptospirose e doenças diarreicas.
Pernambuco e Paraíba enfrentam fortes chuvas nos últimos dias. Em Pernambuco, já foram registrados seis óbitos. A Defesa Civil Nacional emitiu um alerta laranja para o litoral dos dois estados, com alto risco de alagamentos e deslizamentos. Os avisos abrangem a Região Metropolitana do Recife, o Agreste e a Zona da Mata pernambucana, além das regiões da Mata Paraibana, Agreste e Borborema, na Paraíba.
