Anvisa e Polícia Federal firmam parceria para combater mercado ilegal de medicamentos emagrecedores

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) planejam assinar um acordo de cooperação para enfrentar o mercado ilegal das chamadas canetas emagrecedoras, que utilizam substâncias como tirzepatida e semaglutida no tratamento da obesidade.

Segundo o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, essa parceria permitirá intensificar o combate a crimes e riscos sanitários relacionados à produção, importação e venda irregular de medicamentos. O objetivo é frear a comercialização de produtos sem registro e sem comprovação de origem e qualidade, inclusive em plataformas digitais.

Pereira destacou que a articulação é ainda mais relevante devido ao aumento expressivo de eventos adversos associados ao uso desses medicamentos, muitas vezes sem prescrição médica ou sem garantia de qualidade. A cooperação consolida um modelo já testado em operações conjuntas, como a Heavy Pen, que recentemente cumpriu mandados judiciais e ações de fiscalização em diversos estados.

O diretor da Anvisa ressaltou que a cooperação vai além de respostas pontuais, consolidando um modelo de atuação integrada e preventiva. As ações anteriores evidenciaram a gravidade do problema, com apreensões em larga escala e identificação de substâncias sem registro.

Os medicamentos apreendidos em futuras operações serão analisados de forma integrada, com perícia da PF e suporte técnico da Anvisa, permitindo avaliar a composição dos produtos ilícitos. Para a autoridade sanitária, isso é essencial para avaliar o risco à saúde da população, enquanto fortalece inquéritos criminais.

Pereira enfatizou que a proteção à saúde exige uma resposta coordenada entre diferentes esferas do governo, superando o impasse entre rigor técnico e disponibilidade de medicamentos. Ele afirmou que a saúde pública do século 21 demanda instituições fortes e comprometidas com o bem coletivo.

Para ser efetiva, a atuação regulatória precisa dialogar de forma estruturada com ações de fiscalização, investigação e repressão criminal, concluiu o diretor da Anvisa.

Fonte: Agência Brasil

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