O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido como Hospital do Fundão, no Rio de Janeiro, inaugurou neste sábado a primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS).
Equipada com tecnologias de ponta, a UTI Inteligente otimiza o monitoramento de pacientes e possui conectividade para cruzamento de informações. Os equipamentos são capazes de prever riscos, priorizar atendimentos e exibir dados relevantes diretamente no prontuário do paciente.
A unidade também está conectada a ambulâncias 5G, permitindo a transmissão em tempo real de sinais vitais para agilizar o atendimento pré-hospitalar. A inauguração contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou o papel da Inteligência Artificial na operação das UTIs.
Padilha explicou que a implementação dessas UTIs diminui o tempo de tratamento e a fila por atendimento no SUS, permitindo uma ação mais rápida e eficaz nos casos de piora ou melhora dos pacientes. Segundo o ministério, o uso de tecnologias como IA e big data pode reduzir significativamente o tempo de espera por atendimento de emergência.
A UTI Inteligente do Hospital do Fundão faz parte de um conjunto de investimentos que criam a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão do SUS, anunciada em novembro do ano passado. O Ministério da Saúde planeja a criação de 14 UTIs Inteligentes, com investimento de R$ 180 milhões, totalizando 280 leitos.
Os próximos locais a receber as UTIs Inteligentes incluem Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Na primeira etapa de implantação, serão dez leitos em cada unidade.
Ainda dentro da rede nacional, o Ministério da Saúde destina R$ 4,8 bilhões para a implementação do primeiro hospital inteligente do país, o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que fará parte do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Durante a visita do ministro, o Hospital da UFRJ também inaugurou o primeiro acelerador linear da unidade, equipamento que reduz o tempo de realização de radioterapias. A instalação custou R$ 3,4 milhões e aumenta a capacidade de tratamento de 20 para 40 pacientes por dia.
O médico epidemiologista e reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou que os investimentos no hospital universitário permitirão que a unidade recupere seu papel de vanguarda na incorporação tecnológica na área da saúde.
