Três brasileiras que participavam da Flotilha Global Sumud foram detidas por forças israelenses nesta segunda-feira (18). Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens, estavam em alto-mar e agora estão sendo levadas à Palestina ocupada.
Assim como em missões anteriores de ajuda à população de Gaza, os navios foram interceptados em águas internacionais, fora do domínio de Israel. De acordo com o movimento, 9 mil pessoas já foram presas injustamente, caracterizando um quadro de ‘terror’ e violência de Estado.
Em nota, a Flotilha Global Sumud destacou a gravidade da situação, mencionando depoimentos sobre sequestros ilegais ocorridos em 29 de abril, que detalham padrões de tortura e abuso físico grave por parte das forças israelenses. A organização expressou preocupações imediatas com a segurança dos detidos.
Nesta segunda-feira, o Itamaraty e governos de outros oito países classificaram como ‘catastrófico’ o sofrimento dos palestinos e ‘arbitrária’ a detenção dos ativistas. Os representantes pediram a liberação dos detidos e reiteraram a importância do respeito ao direito internacional.
Os Ministros destacaram que os ataques contra iniciativas humanitárias pacíficas refletem desrespeito ao direito internacional e à liberdade de navegação, conclamando a comunidade internacional a garantir a proteção de civis e missões humanitárias.
Também foi detida Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connelly. O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda afirmou que, juntamente com a Embaixada em Israel, está se envolvendo no caso para exigir a soltura imediata e assegurar suporte aos cidadãos irlandeses.
