A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil registrou um aumento significativo em 2025, encerrando o ano em R$ 8,635 trilhões, um crescimento de 18% em comparação aos R$ 7,316 trilhões no final de 2024. Esse aumento foi impulsionado principalmente pela incorporação de juros, que totalizaram R$ 879,9 bilhões no ano passado, além de emissões líquidas de R$ 439,06 bilhões pelo Tesouro Nacional.
Em dezembro, a DPF teve uma alta de 1,82%, mas permaneceu dentro dos limites estabelecidos no Plano Anual de Financiamento (PAF), que previa um valor entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também apresentou um aumento de 19,26%, passando de R$ 6,967 trilhões para R$ 8,309 trilhões, com destaque para emissões líquidas de R$ 60,82 bilhões em dezembro.
A dívida externa, por outro lado, diminuiu 6,62% em 2025, totalizando R$ 326,07 bilhões, apesar de um aumento de 3,53% em dezembro devido à valorização do dólar. O colchão da dívida pública, que serve como reserva financeira, caiu para R$ 1,187 trilhão em dezembro, cobrindo 7,33 meses de vencimentos.
A composição da dívida também sofreu alterações, com uma leve variação nos títulos vinculados à Selic, inflação, prefixados e câmbio. O prazo médio da DPF ficou em 4 anos, indicando estabilidade na confiança dos investidores. A participação dos não-residentes na dívida interna aumentou para 10,35% em dezembro, refletindo um interesse contínuo dos estrangeiros nos títulos brasileiros.
