Urgente: Comunidade indígena Potiguara libera depois de 24hs, técnico de enfermagem que estava preso em aldeia e pede exoneração de tenente do exército

A Comunidade indígena Potiguara na Paraíba, liberou nesta sexta (09), um técnico de enfermagem que estava preso na aldeia de Caeira, município de Marcação – PB, e solicitou ao novo ministro da saúde, Marcelo Queiroga, a mudança da coordenação do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara).

A coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara (DSEI) atualmente é ocupada pelo segundo-tenente do Exército, Vilson Roberto Ortiz Grzechoczinski, nomeado pelo ex-ministro Saúde, general Eduardo Pazuello.

A ação faz parte de um movimento por reinvindicação de melhorias nas condições de trabalho dos funcionários indígenas da Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI.

No documento, assinado pelo Cacique Geral Potiguara, o povo indígena reunido na aldeia de Caeira, município de Marcação – PB, denuncia perseguições a funcionários indígenas por parte da coordenação, desmerecimento da cultura indígena e desrespeito as organizações sociais e ao controle social garantidos na Constituição Federal, além de intimidações, advertências escritas e humilhações públicas a que os indígenas estão sendo submetidos.

Ainda segundo o documento, o Coordenador Vilson Roberto Ortiz, estaria promovendo de forma autoritária, sem consulta ao CONSIDI (Conselho Distrital de Saúde Indígena), desvinculação de funcionários, contratações sem processo seletivo e visitas técnicas as aldeias sem consulta ao conselho ou autorização das lideranças indígenas.

O povo Potiguar finaliza pedido a exoneração do segundo-tenente do Exército, Vilson Roberto Ortiz Grzechoczinski, Coordenador da SESAI-PB, a exoneração da chefe da SESANI (Serviço de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena), senhora Zélia Maria Ferreira dos Santos Alexandre e a demissão da apoiadora técnica de saneamento, Senhora Wanessa Barbosa Costa Correia, esta última por exercer a função sem ter se submetido a aprovação em processo seletivo, segundo o documento, que foi encaminhado a FUNAI e ao Ministério Público Federal.

Confira aqui, documento na íntegra:

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